Fingir e rir

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Voa, voa, voa canôa

Porque essa maré não te cabe mais

Menina moça bonita de santo amaro

Que a beleza e o amor me traz

Essa canôa que no sertão morava

Maré viva que banhou toda a aridez

Mostrou o bem por onde andava

Filha dos mares esbanjava sua tez

És senhora amada, aparecida, imaculada

Cercada de amor por onde passava

Era exemplo de mulher encantada

Vai velejando sobre nossas emoções

O teu lugar é o céu, mar de anjos

Morará, eternamente, caetanizando, nos nossos corações.

                                                                    Vitor Costa. Vai a Deus! ;D

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         Saudade! me lembra do amor, recorda o que foi bom.  Me mostra de novo os momentos que eu escutei aquele som e lembrei daquele velho amor que era novo quando te conhecia. Vem saudade pode vir nessa noite fria.  Calar-me a voz e gritar o meu desejo de contigo desviar daquele coração gélido, que um dia, sentiu o calor e um ardor como um sopro em uma ventania. A saudade minha amiga, não sei se tu és bendita ou só uma estrela-guia que me mostra sentimentos vivos escondidos e insossos que relatam minha vida. E sim, antes que o dia venha clarear, pode ficar saudade e me acompanhar, pois se não tenho o tempo que passou  é melhor eu te abraçar.

                                                                           Vitor

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                O meu grito escorre sobre o silêncio de não te ter, esse silêncio, ao qual meu coração não consegue viver, mas transborda nos olhos cálidos a vontade de você perceber, o quanto eu preciso de você. E quanto mais eu desejo o seu abraço mais eu me afasto e a escuridão vai me cobrindo e sucumbindo aquilo que eu quero gritar, na verdade, eu grito e você não consegue escutar, mas eu perdoo por que só o teu olhar e o desejo de te amar, me completa, e assim eu vou me aquietando, nos teus braços os meus prantos em forma de abraços solitários, apertados, desejando a eternidade dos nossos laços.

                                         Vitor Costa

                            

       Escutando aquela música me fez ate querer me apaixonar por ti outra vez e ver aquele teu sorriso do meu lado, talvez, quem sabe? Não sei, mas ao mesmo tempo provei toda aquela lembrança da tua tez que se desfez em meu corpo mais uma vez, sobre aquele acorde semitonado nos dando um som daquele nosso emaranhado debaixo do lençol gasto que um dia me cobriu. A saudade que tu me mostrou quando levaste o nosso cobertor me esmagou e maltratou, mas seguirei em frente ,pois aquele que um dia era já se foi e não será mais. E a música que de te me lembrou foi embora com o vento e espero que não volte jamais.

                                                                                              Vitor Costa

Uma crônica muito grande para o tumblr.

Em um mundo onde era proibido sentir emoções, vivia Maria. Sempre inquieta e inconformada das regras que a impunham, não esboçava um risco de sorriso, mas mesmo assim seguindo os passos de todos. Talvez o único motivo dela continuar ali fosse o seu amigo Sérgio, que era o mais gélido de todos os corações, não expressava nada. Certinho, sempre seguindo as regras daquele mundo estranho.

Havia nesse mundo uma lenda sobre os “Felizes”. Um grupo que não seguia as regras, não ligavam para o que os outros diziam, viviam se mexendo e movendo a face de um jeito que ninguém vira antes. Maria cresceu com essa história e sua avó sempre dizia que ela era uma menina diferente, que tinha um propósito nesse mundo. Nasciam, cresciam, buscavam um lugar na sociedade que fosse cômodo e conveniente para eles se desenvolverem e pronto!

Certo dia, Maria acordara de uma vez, um som estranho estava vindo de algum lugar e estava entoando em toda a cidade. Atordoada, se vestira rápido, sua mãe e seu pai já tinham saído para o trabalho, estava sozinha e não podia sair. Porém, aquilo que ela escutara e que estava sentindo era maior do que qualquer coisa e não conseguiria ficar tranquila até contar para alguém ou ao menos saber que não estava enlouquecendo. Ao pular a janela ferozmente, ela corria o máximo que podia para a casa de Sérgio e no caminho se perguntava o porquê das pessoas não estarem escutando. E se elas estavam, porque não reagiam?

Já há um certo tempo correndo, chegara na casa de Sérgio invadindo e gritando:
- SÉRGIOOOOOO, SÉRGIOOO! Está me ouvindo? Onde você está?
- Estou aqui, Maria – respondeu ele, indiferente e apático como sempre.
- Você não está escutando? – falou Maria, ofegante, mas muito empolgada e com o rosto mudado de um jeito estranho para as pessoas daquele mundo.
- Estou, aliás, você quer receber multa por estar gritando assim? Quer ir a um manicômio? E o que aconteceu com o seu rosto? – respondeu ele, sempre apático.
- Não estou falando da minha voz, mas sim, desse som que esta vindo do céu!
- Que som? Você esta louca? Não fale isso para os outros, pois eles irão lhe internar na hora! Vá para sua casa antes que isso me afete.
- Seu bobo! Venha talvez no centro da cidade você escute melhor.
Ao puxa-lo pelo braço saíram correndo os dois no meio do povo. A policia já havia sido acionada e estavam atrás deles, mas eles eram mais ágeis na multidão. Sobre a estatua onde têm as regras da cidade ela conseguiu subir, puxando o garoto de uma força que ele nunca tinha provado antes em canto nenhum. La do alto os dois escutaram a policia cercá-los, as pessoas pararem e um alto-falante lhes chamar a atenção…
- Desçam já daí! – falou o policial de 1,90m e muito impaciente.
- Seu bobalhão faça silêncio senão ninguém irá escutar o som! – quando ela falou todos viraram e surpresos viram ali uma criança, mas decidida como uma mulher adulta.
- Ok criança, iremos fazer um acordo. Todos nós silenciaremos por dois minutos e depois você e seu amiguinho descem daí, ok?
- Esta certo, mas toda a cidade tem que parar.
- Você quem manda menina. – ele falara como se fosse sua filha, a qual ele não conseguiria nem ao menos negar um sorriso.
Esperto como ele era mandara apenas parar o centro até onde a vista da menina alcançara que não era tanto assim e como seria por pouco tempo não atrapalharia em nada, também não acontecia muita coisa na cidade daquele tipo e ele até que estava gostando… - Pronto menina! Irei fazer a contagem e todos estão na ordem de parar por dois minutos, depois disso você e seu amigo descerão e irão para casa, esta feito o trato?
- Sim senhor, pode começar.
- Atenção! Em 3, 2, 1.
E de repente todos ali pararam e ficaram olhando para ela, ninguém escutava nada a não ser o barulho do vento. Ela olhou para o Sérgio – que mudara a cara de apático para confuso - e viu que ninguém ouvia ou mesmo entendia o porquê da cara dela ter mudado. Viu que as pessoas não aceitavam as mudanças. Perguntava-se se aquilo era só no mundo dela e por alguns segundos lamentou por todos não estarem ouvindo aquele som tão lindo que mudara ela por completo.
Antes de acabar os dois minutos ela desceu da estátua e viu que para ela algumas coisas eram fáceis, mas para os outros nem tanto assim. Abrindo caminho na multidão em direção a sua casa com todos ainda em silêncio ela parou, fechou os olhos e pensou na avó dela. Escutando a música do céu, deu um suspiro, mudou a cara e disse.
- Nós nascemos para sermos felizes, sem importar com o que os outros irão dizer ou pensar. Vamos seguir nossos sonhos sem medo de amar ou de conhecer coisas novas. Por isso lhes apresento: o sorriso! – e ela mudara a cara de uma forma nunca vista antes, mostrando até os dentes – e também lhes apresento: a felicidade! – e começou a dançar, com o sorriso no rosto e no ritmo da música.
Sergio sentiu aquela coisa no coração de que Maria falara, e de uma forma repentina seu rosto não lhe obedecia mais e esboçava um grande sorriso. Pulou de onde estava e foi correndo ao encontro de Maria, abraçou-a e ao encostar-se a ela começou a ouvir a música e ele disse:
- Para mudarmos e sermos felizes, basta acreditar e querer aquilo que sonhamos, sorriam!
E ao som da música dançaram os dois e aos poucos cada um ia mudando a cara, quer dizer, iam sorrindo. Começaram a dançar do seu jeito e viram que o mundo é feito de possibilidades, que uma atitude pode mudar a vida de várias pessoas, basta querer e deixar a música levar. Porque com o tempo todos irão ver que o importante é dançar.

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Te odeio! Odeio esse teu jeito de olhar pra mim me arrancando sorrisos. Odeio essa tua implicância e o abraço que vem depois dela. Odeio precisar de ti e tu sempre me ajudar. Odeio ficar horas falando besteira contigo e ainda assim te procurar. Simplesmente odeio esse modo como tu me trata arrogantemente e depois me dá a mão. Odeio esses teus ciúmes. Odeio quando tu se amostra comigo na frente dos teus amigos. Odeio essa preocupação demasiada. Enfim, TE ODEIO! Odeio te amar e ainda gostar de tudo que odeio em ti. Por isso não ouse se afastar porque ai eu vou saber que o meu maior ódio é não conseguir parar de te amar.

      

          Meus pêsames a aqueles que perderam a melhor época. Desculpem-me também aqueles que perderam João Gilberto criar a bossa nova. Meus pêsames aos que não lutaram contra a ditadura. Desculpem-me aqueles que não viveram a tropicália. Desculpem-me também aqueles que não viveram a maior época do rock nacional nos anos 80. Meus pêsames a você que não presenciou a beleza de Elis Regina, a poesia de cartola, a irreverência e genialidade de Tim Maia e ainda aquela maravilhosa MPB formada de poetas que faziam da música o que queriam, aquela filosofia barata da boêmia. Desculpem-me também os que não sabem o gosto de protestar os seus direitos, de tirar o presidente do poder. Desculpem-me vocês que tem saudades dessa época que não viveram e meus pêsames por vocês não fazerem da sua época um épico em que todos sentirão saudades.

                                                                        Vitor Costa.

                               

Reclicle-se! Re-cicle. Re-ciclo. Um novo ciclo. Renove-se. Um novo tempo, uma nova vida esta por vir, não fique parado. Nós paramos de viver e de nos renovar. Pensamos que quando criança éramos bestas, mas na verdade, foi o único momento inteligente da nossa vida, ao qual, para sermos felizes precisávamos apenas correr, para sermos amigos haviamos somente a necessidade de saber chutar uma bola. Morrer de amor é ruim? Pois então vou morrer mais 300 vezes se for necessário. O nosso melhor nem sempre nós damos com um sorriso, muitas vezes, perdemos o senso e nem percebemos, por isso, RECICLE-SE! Deixe tudo aquilo que os outros pensam que é necessário e saiba do que você precisa. Cultive aquilo que quer plantar, não morra aos poucos, morra inteiro hoje e renasça amanhã como você queria ter nascido a muito tempo e não deixaram. Viva, ame, se jogue, Recicle-se!

                                                                                                                                                                          Vitor Costa.

                                             

O que mais me impressiona é a forma que eu me apaixonei por ti. O que me fascina não é a beleza dos teus olhos, mas sim aquilo que eles vêem me dizer. Não é a beleza da tua boca, mas sim a minha ansiedade pelo desejo do teu sorriso. Teu cheiro que me devora e que me faz como um beija-flor, dependente desse teu aroma que a flor roubou. Coitado do meu coração que esta dançando pensando que é dono de si, mas nem imagina que minha cabeça esta totalmente dependente ti, dos teus versos, do teu jeito, do teu andando e do teu medo. Vem cá minha flor e me beija como o futuro que não faz mais planos sem ti. Mostra pra vida como tu fazes pra me fazer voar sem nem mesmo bater as asas.  Rogo-te todo dia a cada passo, em cada suspiro. Deixa-me ser dono de mim que eu me dedico todo pra ti. Minha flor, minha linda flor.

                                                                                       Vitor Costa.


Você me ensinou a andar com meus próprios pés, me protegeu quando precisei, me ensinou a correr quando necessário, me deu as mãos quando não sabia o que era andar sozinho. Quando me joguei de um abismo foi só para saber que tu me ajudarias a voar, mas eu não pedi pra tu me ensinar porque sempre que eu me jogar quero você lá pra me levar. Quando estava com frio você me cobriu, quando estava escuro fechava os olhos para ver que você iluminava toda a minha vida. Nunca estive sozinho porque sempre sentia você me acompanhando, seu cheiro, seu corpo, a beleza do teu rosto, sempre comigo. Por isso não me deixa, não me ensina, simplesmente me ama porque eu te amo e obrigado por existir, meu anjo.

                                    Vitor Costa.